O "Eu te amo" - Capítulo 1

Leia mais

Love + Alpha

Leia mais

Floresta Kappa - Capítulo 1

Leia mais

Guerreiro Artur - Prefácio


Prefácio






Lembro-me detalhadamente do dia em que conversava com meu pai frente a lareira, enquanto a neve lá fora, caia densamente sobre a floresta. Pouco sabia eu, que aquele dia, ficaria marcado em minhas lembranças.
Meu pai não era um bardo, tão pouco trovador, era um aprendiz ainda, já nos seus trinta e sete anos, que adorava contar histórias. E mesmo com a barba grande e aparência desajeitada ou mal cuidada, quando começa a falar, ninguém intimidava-se e aproximavam-se para escuta-lo. Suas histórias traziam alegria, despertavam interesse, faziam com que pudéssemos ver um mundo diante de nós, que na verdade nunca existira.
Dentre todas as coisas que meu pai já dissera-me, ouvi uma, apenas uma, que nunca fugiu-me da memória; as ultimas palavras de meu pai:
-Kaleido, existem vários tipos de pessoas no mundo lá fora, cada uma com suas características. E cada uma dessas pessoas, nasce com um objetivo, um propósito a ser cumprido. E coube a mim, levar a cada uma delas; uma história,um sentimento, seja de tristeza, angustia ou alegria. Como pode ver, eu, seu pai; sou um homem simples, de coração simples. Se pergunta-se por que sou assim, digo-lhe que sou, porque escolhi ser. Não porque não tive sorte na vida, mas porque escolhi, porque sabia e tive fé, que para cumprir o meu propósito em Rune Midgard, riqueza não era algo necessário – Com a pouca vida que ainda restava-lhe, depositou sua mão sobre meu rosto, e como um ultimo suspiro continuou a falar, enquanto sua alma esvaia-se- Pode parecer egoísta de minha parte, sabendo que tenho família, deixar de lado algo tão necessário como o dinheiro. Tive sorte por encontrar uma mulher como a sua mãe, que pudesse aceitar-me com todos estes defeitos. É uma pena você não poder te-la conhecido, e sinto dizer-lhe, que assim como Odin a tem, logo estarei junto a ela. Mas antes disso, há uma história que gostaria de contar.

Três décadas atrás houve uma grande batalha em Morroc. Espadas foram brandidas em prol da nação, naquela evento morbido houve uma pessoa que poderia ter mudado o destino de toda uma nação, esse homem chamava-se Klaus. E era irmão de sua falecida mãe. Eu vejo muito dele em você, seus cabelos negros… – Pausou, parecendo preocupado- Principalmente; os olhos que guardam a escuridão. Sua mãe também reparou nas semelhanças e preocupou-se. Por isso viemos para tão longe, onde você não teria contato com muitas pessoas. Escute bem filha – Com a pouca força que lhe restava, puxou-me para perto, encostando nossas testas – Não queira livrar as pessoas de suas dores, deixe que cada um viva suas perdas. A dor do sofrimento é obscura e pode manchar a alma. Seu tio não escutou sua mãe, e ao invés de ter sido um herói, deixou seus companheiros para morrerem pelas mãos de Satan. Não seja como ele. Cof cof – Tossiu – Não me resta mais tempo. Klaus teve um filho, a ultima informação que tive ele estava em Prontera.

A mão que repousava sobre seu peito subiu com a respiração, desceu; e nunca mais voltou a subir. Naquela noite fria, sob a luz das velas eu vi a vida de meu pai esvair de seu corpo.

Naquele instante eu soube, que havia alguém em algum lugar nesta imensidão que eu precisava encontrar. Alguém diferente, alguém com honra, vigor, alguém sonhador, que me inspirasse. Alguém; para eu contar sua história. Este, seria o meu legado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário